sábado, 17 de maio de 2008

Trânsito Brutal

Os temas abordados pela mídia e colocados em discussão entre as rodas familiares e de amigos são diversos. Assuntos que vão desde os problemas da adolescência até os mais violentos, como o trânsito brutal, que causa tanta repercussão. A imprudência no trânsito, determinante de tantas mortes, tornou-se um tanto quanto natural pela constância de casos registrados e divulgados.
De acordo com as estatísticas, o número oficial de mortos no Brasil, vítimas de acidentes de trânsito, chega a 35 mil por ano, isso porque são contadas apenas aquelas vítimas que morrem no local do acidente. As demais, que falecem no hospital ou mesmo a caminho deste, não são contabilizadas, o que resulta em um número muito maior de vítimas de acidentes de trânsito.
Teoricamente, estes dados deveriam ser os menores possíveis, já que para a retirada da habilitação, as exigências percorrem desde os menores detalhes até os mais significantes. O Detran estabelece o máximo na aplicação de uma prova prática, reprova por mínimos deslizes, mas passa se a contribuição do aluno for bem “humilde” (para não usar a palavra extorsão), permitindo de forma ilegal a habilitação de uma pessoa despreparada.
Todas as cobranças feitas pelo órgão responsável de trânsito, das necessárias às desnecessárias, tornam-se supérfluas quando o documento se encontra em mãos. O aprendizado é em vão, motoristas intransigentes não se preocupam nem com a própria segurança, que dirá com a do próximo. Parcela de culpa das exigências ridículas do Detran, como o uso incansável de setas e a consideração (que na prática não existe), quando diz respeito à preferência do motorista. Outra parcela dos indivíduos que não cumprem com as leis de trânsito, que se embriagam e fazem do automóvel uma arma, colocando a vida de muitos a mercê de tanta irresponsabilidade.

quinta-feira, 1 de maio de 2008

De oito a 12 anos

Na última mudança na Constituição, em 1996, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso acionou a reeleição para o cargo da presidência e governou por mais quatro anos. Agora, com o presidente Luis Inácio Lula da Silva, cogita-se prolongar por mais quatro anos o seu mandato, o que resultará em 12 anos de governo.
Governistas e oposicionistas são contra a mudança na Constituição, assim como o próprio presidente diz ser, ao contrário do seu vice, José de Alencar, e do deputado petista Devanir Ribeiro, também amigo e aliado de Lula, que, inclusive, prometeu levar essa idéia à Câmara.
De acordo com o presidente, essa possibilidade está descartada. Ele afirma ser contra e diz que este é o mandato de sua vida, além de mencionar o respeito à democracia, contudo, não cala os seus aliados que insistem nesta idéia.
A contradição é observada ao analisar que Lula, enquanto apenas candidato à presidência e membro da oposição, fez várias campanhas contra a emenda da reeleição, mas quando chegou a sua vez, não pensou sequer em manter a palavra, e se reelegeu presidente.
As “não-investidas” de Lula são uma maneira de não colocar sua cara a tapa e cometer o erro de passar por ima de todos os outros discursos feitos anteriormente. O presidente se esconde por trás de uma cortina de fumaça e observa de camarote toda a repercussão. A exposição é perigosa, por isso, o motivo de recuar e ir contra a idéia.
Enquanto isso, os menos “informados” acreditam e vibram, mal sabem eles que se trata de uma farsa que pode acarretar em grandes conseqüências. O terceiro mandato pode se transformar em muito mais que “os próximos quatro anos”, pode ser o fim da democracia e o começo de uma nova ditadura.