Depois da pressão do lobby das indústrias de cerveja, do comércio, da oposição e até de parlamentares da base, a Câmara aprovou e o governo cedeu à Medida Provisória que proíbe a venda de bebidas alcoólicas apenas nas rodovias federais que passam por áreas rurais, liberando o comércio nos trechos das estradas federais dentro das cidades.
O acordo foi fechado no último dia 24, indo contra a MP enviada em janeiro, pelo próprio governo, que contava com a defesa do ministro da justiça, Tarso Genro, em que prevalecia a proibição da venda em todas as rodovias federais.
A mudança na MP é como certo ditado: “tapar o sol com a peneira”. Um encaixe perfeito ao se confrontar com tal modificação, no mínimo absurda, que não causa nenhum efeito, afinal de contas, o provável resultado que o governo buscava com a primeira medida era o cuidado e a prevenção de acidentes no trânsito, relacionados com a junção de bebida alcoólica e direção, o que cai por terra ao ser especificado em que parte da rodovia pode, e em que parte não pode ser feita a comercialização deste produto.
Ser de opinião contrária a esta medida é evidente, ao perceber que não acarretará nenhum benefício para a sociedade. Os donos de bares, restaurantes e postos na área rural é que sentirão no bolso o prejuízo, até porque, não vender este tipo de bebida nesta área não impede o consumo e suas possíveis conseqüências na ocorrência de um acidente na localidade onde o comércio é vetado.
O impedimento da venda de bebidas alcoólicas em toda a rodovia não acabaria, mas ajudaria na prevenção de acidentes, mas especificar os locais, que são delimitados pelo governo ente rurais e urbanos, é fingir um modo de prevenção para, finalmente, não desistir de vez da idéia.
terça-feira, 3 de junho de 2008
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1 comentários:
deppois que me chamam de revoltado, não sabem o porque neh rs..
beijos querida
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