Na última mudança na Constituição, em 1996, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso acionou a reeleição para o cargo da presidência e governou por mais quatro anos. Agora, com o presidente Luis Inácio Lula da Silva, cogita-se prolongar por mais quatro anos o seu mandato, o que resultará em 12 anos de governo.
Governistas e oposicionistas são contra a mudança na Constituição, assim como o próprio presidente diz ser, ao contrário do seu vice, José de Alencar, e do deputado petista Devanir Ribeiro, também amigo e aliado de Lula, que, inclusive, prometeu levar essa idéia à Câmara.
De acordo com o presidente, essa possibilidade está descartada. Ele afirma ser contra e diz que este é o mandato de sua vida, além de mencionar o respeito à democracia, contudo, não cala os seus aliados que insistem nesta idéia.
A contradição é observada ao analisar que Lula, enquanto apenas candidato à presidência e membro da oposição, fez várias campanhas contra a emenda da reeleição, mas quando chegou a sua vez, não pensou sequer em manter a palavra, e se reelegeu presidente.
As “não-investidas” de Lula são uma maneira de não colocar sua cara a tapa e cometer o erro de passar por ima de todos os outros discursos feitos anteriormente. O presidente se esconde por trás de uma cortina de fumaça e observa de camarote toda a repercussão. A exposição é perigosa, por isso, o motivo de recuar e ir contra a idéia.
Enquanto isso, os menos “informados” acreditam e vibram, mal sabem eles que se trata de uma farsa que pode acarretar em grandes conseqüências. O terceiro mandato pode se transformar em muito mais que “os próximos quatro anos”, pode ser o fim da democracia e o começo de uma nova ditadura.
quinta-feira, 1 de maio de 2008
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