terça-feira, 15 de abril de 2008

Revolta inconsolável


Yves, João Hélios, Isabellas, Marias, Pedros, Thiagos, em qualquer parte do mundo, negras, brancas ou pardas, são apenas crianças. Crianças que foram torturadas e mortas. Sofrimento. Pais acusados. Inocentes ou culpados? Pais que sofrem e pais dissimulados. O último caso de repercussão na mídia, “O caso Isabella”.
Depois de tantos dias com a criminosa que virou celebridade instantânea, ocupando tantas páginas de jornal e telejornais, a mídia resolveu abrir mão da “importância” desnecessária e fútil desta para dar lugar – não sei se digo felizmente ou infelizmente – a um caso triste, mas real. Felizmente, porque descubro nessas situações que ainda há interesse da mídia em situações realmente sérias e merecedoras de tantas páginas. E, infelizmente pela atrocidade, pelo ato monstruoso de um ser humano, uma desgraça que ainda não consegui expressar, seja em palavras, gestos ou qualquer outro tipo de coisa. Incomensurável.
O tempo passa e ainda não se sabe quem são as vítimas e quem são os culpados. Não se sabe de que rosto corre lágrimas de satisfação ou dor. Não se sabe se o adjetivo “monstro” dado ao autor do crime, pelo pai, pode ou não ser adjetivado a ele próprio. Se o termo “madrasta” usado há tanto tempo, nesse caso, fará ou não jus ao nome. Ou ainda, se nada disso possui veracidade.
O fato é que uma menina linda, de apenas 5 anos, alegre, inocente, e tão criança, perdeu a vida de uma forma cruel e bárbara. As hipóteses são tantas. Jogaram. Colocaram. Morreu. Assim como tantas outras, que receberam ou não divulgação na mídia, mas que foram... E apenas foram. E depois acabou. Caiu no esquecimento. Esquecemos nós, telespectadores, que acompanhamos dia e noite. E para os familiares, amigos, próximos, para eles ficam a dor e a angústia de não ser apenas mais um, mas de ser UM. O tempo passa, a verdade aparece ou continua se escondendo. E mais um pouquinho depois, surge outro. Começa tudo de novo. E a justiça? Hoje, eu só confio na de Deus.

6 comentários:

Thalisson disse...

"Assim como tantas outras, que receberam ou não divulgação na mídia, mas que foram... E apenas foram. E depois acabou. Caiu no esquecimento."

Infelizmente essa é nossa vida, fatos que acontecem, ficam na memória e por algum espaço de tempo se perdem... como se nada tivesse acontecido. A dor fica no peito de quem perde...

Muito bom Nayara, não só este mais todos os outros textos.
Parabéns...

Anônimo disse...

MUITO BOM O TEXTO,NÃO PARECE TEXTO DE ESTUDANTE,SIM DE UM JORNALISTA GRADUADO...ESPERO QUE ESTUDANTES ASSIM NÃO FIQUEM DE MÃOS VAZIAS PQ TEM TUDO PARA SE TORNAR UMA GRANDE JORNALISTA,SO PRECISA DE OPORTUNIDADE.PARABÉNS!!!

luiz disse...

Eix ...moça ! hehe ..massa ... seu blogger ..bacana msm sempre me ver ..na nat podi manda q eu visito aki

bjim xe dolo ..massa o post...bem interessante ...curti msm !

bjim saudades ...quero te ver .... será q vejo ainda ?
xauzim

Otavio de Castro disse...

hmm, jornalista, gostei... vo te add la no meu..
BEIJOS

Werlen Carvalho disse...
Esta postagem foi removida pelo autor.
Werlen Carvalho disse...

"As redes de televisão, as emissoras de rádio, os jornais e revistas, aproveitam com as suas "exclusivas" entrevistas, para aumentar audiencias, vender e lucrar com notícias que monstram o verdadeiro lado do acontecimento, do fato.

O caso dessa menina de apenas cinco anos, foi apenas outro crime, dentre varios que estão na mesa da justiça. Como você mesma demonstrou em seu texto, a unica justiça a se confiar neste momento é a divina, porque as autoridades, podem ter revelado os acusados, mas quem garante que os próprios ficarão atrás das grades.

A dor só é percebida por aqueles que perderam. Perderam uma vida que estava apenas começando. A mae, Ana Carolina, esta sendo forte e resistindo a um sofrimento, que para nós, brasileiros, sentimos em dobro, mas de outra maneira. A nossa dor, revolta, agústia é de saber que existe pessoas neste mundo, capaz de fazer um ato tão barbaro como este."

Parabéns pelo texto, continue assim, vai ser uma jornalista de sucesso. Quero ver o nome NAYARA MIRANDA estanpada nos jornais, assinando as matérias especiais e em outros meios de comunicação também, é claro.

Breve um blog para voce comentar também, vamos falar serio, aguarde. Abraço