Maria Aparecida, uma mulher batalhadora, que busca em suas fraquezas a real fortaleza
A sabedoria de uma mulher forte que se ergue depois de cada batalha e busca nas forças de Deus, o motivo da felicidade, assim é a vendedora de uma loja de armarinho e artesanato, Maria Aparecida Lima Cardoso, uma pessoa alegre e espontânea. Durante uma conversa, a moradora de Vila Capixaba, Cariacica, se sentiu à vontade para contar sobre sua vida pessoal, desde momentos legais até o mais triste.
Lia, como prefere ser chamada, tem 33 anos, é casada há 1 ano e 6 meses e se considera uma pessoa feliz. Sempre morou com a mãe, em Viana, a única mulher entre cinco irmãos. Aos 18 anos teve seu primeiro namorado, aquele que todas as meninas julgam ser o príncipe encantado, até descobrir que, na verdade, não passava de um sapo. Foram oito anos de namoro, parte do enxoval já estava comprado, mas a cada dia ela sentia um desinteresse maior vindo dele, até que chegou ao limite. O namoro acabou.
O sofrimento era inevitável, mas para amenizar um pouco a dor, a mãe e um dos irmãos resolveram alugar a casa em que moravam para se mudar para outro bairro. No começo, nada era suficiente, mas com o tempo as coisas foram melhorando e o sofrimento amenizando, mas as marcas persistiam. “Não queria mais ninguém”, conta Aparecida.
Na companhia do irmão e de duas novas amigas, Lia aproveitava e saía para se distrair sempre que podia. Os anos foram se passando e toda aquela tristeza se perdendo no tempo. A receita, “Comecei a pensar mais em mim”, esclarece.
Há cerca de cinco anos, Lia e a mãe voltaram para a casa, em Viana. Todos os domingos, à noite, Aparecida ia à missa, e de vez em quando, vinha um ou outro conhecido comentar de um rapaz que era apaixonado por ela e que ia à igreja todos os domingos só pra vê-la. O que ela achava? “Ele não tem nada a ver comigo”, dizia Cida, como também era chamada pelos colegas.
CASÓRIO. Com o tempo, Maria Aparecida foi conhecendo melhor seu admirador, ou melhor, Clauber, esse era o nome dele. Era na igreja, no circo, sorveteria, até chegar no portão de casa. Os dias foram passando até que “o que não tinha nada a ver” virou compromisso sério. Namoraram 1 ano e 9 meses e depois...o casório! Dia 9 de setembro de 2006 – o casamento. A data que Cida achou que nunca ia chegar, mas como diz o ditado: ‘Tudo tem sua hora’.
Tudo ia muito bem, recém-casados, felizes, e uma obra do destino. No dia 31 de outubro de 2006, Dona Vena, a mãe de Lia, faleceu. Ao contar sobre o que aconteceu, Maria Aparecida pede desculpas e não contém as lágrimas. A emoção é forte, o choro deságua em saudade. “Ela só morreu porque sabia que eu tava na mão da pessoa certa, que ia cuidar de mim”, diz, emocionada.
José Elias e Ivanete, amigos da família, se emocionam ao ver o álbum de casamento e ao lembrar do acontecido. “Depois que a filha casou, Vena disse que já podia ir porque tinha deixado a filha em boas mãos”, comenta José.
Depois do acontecido, os recém- casados não conseguiam continuar na mesma casa, pois tudo lembrava a mãe de Cida. Duas semanas depois, eles se mudaram para Cariacica, local onde estão até hoje.
“Ela só morreu porque sabia que eu tava na mão da pessoa certa, que ia cuidar de mim”
A vida continua e foi assim que Aparecida levantou e continuou sua caminhada. Depois de 1 ano e 3 meses de casada veio a surpresa: Lia estava grávida. No dia em que pegou o resultado comprou um cartão para o marido, onde estava escrito: ‘Parabéns Papai’. Com uma vontade enorme de ser pai, Clauber conta do pressentimento que teve antes de ver o resultado do exame. “Eu já tinha certeza que ela estava grávida, eu sentia”, revela.
Mais parece ironia do destino, mas ainda não tinha chegado o momento de realizar o sonho da maternidade. Depois de sentir muita dor no trabalho, Lia resolveu ir ao médico. Era o começo de um aborto. “Perdi o neném, mas Deus sabe de todas as coisas, não era o momento certo”.
Passado pouco mais de um mês, Maria Aparecida continua sua batalha, trabalhando, sorrindo e cantando.
A sabedoria de uma mulher forte que se ergue depois de cada batalha e busca nas forças de Deus, o motivo da felicidade, assim é a vendedora de uma loja de armarinho e artesanato, Maria Aparecida Lima Cardoso, uma pessoa alegre e espontânea. Durante uma conversa, a moradora de Vila Capixaba, Cariacica, se sentiu à vontade para contar sobre sua vida pessoal, desde momentos legais até o mais triste.
Lia, como prefere ser chamada, tem 33 anos, é casada há 1 ano e 6 meses e se considera uma pessoa feliz. Sempre morou com a mãe, em Viana, a única mulher entre cinco irmãos. Aos 18 anos teve seu primeiro namorado, aquele que todas as meninas julgam ser o príncipe encantado, até descobrir que, na verdade, não passava de um sapo. Foram oito anos de namoro, parte do enxoval já estava comprado, mas a cada dia ela sentia um desinteresse maior vindo dele, até que chegou ao limite. O namoro acabou.
O sofrimento era inevitável, mas para amenizar um pouco a dor, a mãe e um dos irmãos resolveram alugar a casa em que moravam para se mudar para outro bairro. No começo, nada era suficiente, mas com o tempo as coisas foram melhorando e o sofrimento amenizando, mas as marcas persistiam. “Não queria mais ninguém”, conta Aparecida.
Na companhia do irmão e de duas novas amigas, Lia aproveitava e saía para se distrair sempre que podia. Os anos foram se passando e toda aquela tristeza se perdendo no tempo. A receita, “Comecei a pensar mais em mim”, esclarece.
Há cerca de cinco anos, Lia e a mãe voltaram para a casa, em Viana. Todos os domingos, à noite, Aparecida ia à missa, e de vez em quando, vinha um ou outro conhecido comentar de um rapaz que era apaixonado por ela e que ia à igreja todos os domingos só pra vê-la. O que ela achava? “Ele não tem nada a ver comigo”, dizia Cida, como também era chamada pelos colegas.
CASÓRIO. Com o tempo, Maria Aparecida foi conhecendo melhor seu admirador, ou melhor, Clauber, esse era o nome dele. Era na igreja, no circo, sorveteria, até chegar no portão de casa. Os dias foram passando até que “o que não tinha nada a ver” virou compromisso sério. Namoraram 1 ano e 9 meses e depois...o casório! Dia 9 de setembro de 2006 – o casamento. A data que Cida achou que nunca ia chegar, mas como diz o ditado: ‘Tudo tem sua hora’.
Tudo ia muito bem, recém-casados, felizes, e uma obra do destino. No dia 31 de outubro de 2006, Dona Vena, a mãe de Lia, faleceu. Ao contar sobre o que aconteceu, Maria Aparecida pede desculpas e não contém as lágrimas. A emoção é forte, o choro deságua em saudade. “Ela só morreu porque sabia que eu tava na mão da pessoa certa, que ia cuidar de mim”, diz, emocionada.
José Elias e Ivanete, amigos da família, se emocionam ao ver o álbum de casamento e ao lembrar do acontecido. “Depois que a filha casou, Vena disse que já podia ir porque tinha deixado a filha em boas mãos”, comenta José.
Depois do acontecido, os recém- casados não conseguiam continuar na mesma casa, pois tudo lembrava a mãe de Cida. Duas semanas depois, eles se mudaram para Cariacica, local onde estão até hoje.
“Ela só morreu porque sabia que eu tava na mão da pessoa certa, que ia cuidar de mim”
A vida continua e foi assim que Aparecida levantou e continuou sua caminhada. Depois de 1 ano e 3 meses de casada veio a surpresa: Lia estava grávida. No dia em que pegou o resultado comprou um cartão para o marido, onde estava escrito: ‘Parabéns Papai’. Com uma vontade enorme de ser pai, Clauber conta do pressentimento que teve antes de ver o resultado do exame. “Eu já tinha certeza que ela estava grávida, eu sentia”, revela.
Mais parece ironia do destino, mas ainda não tinha chegado o momento de realizar o sonho da maternidade. Depois de sentir muita dor no trabalho, Lia resolveu ir ao médico. Era o começo de um aborto. “Perdi o neném, mas Deus sabe de todas as coisas, não era o momento certo”.
Passado pouco mais de um mês, Maria Aparecida continua sua batalha, trabalhando, sorrindo e cantando.
3 comentários:
Eiii Nayara Miranda, gostei do texto, da história, do fato, muito legal. Breve um blog para voce comentar tb, ok, abraçooo
Ola Nay!
Cada pessoa é um tesouro com muitas histórias não é.
Parabéns, ta legal.
Do sul
Celso
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